Aula CISOMA 1.
Impactos Socioambientais X Grandes Obras.
Nesse primeiro encontro conversamos com o Antropólogo e Professor da UFSB (CSC) Spency Pimentel para debatermos e analisarmos sobre as questões de impactos socioambientais.
Na natureza existe uma harmonia nas relações entre os seres vivos entre si e entre os seres vivos e o meio ambiente, é o chamado Equilíbrio Ecológico, ao quebrar essa harmonia o homem provoca o que chamamos de Impacto Ambiental.
Podemos dizer que os impactos ambientais são uma espécie de "choque" que rompe o equilíbrio ecológico.
Continuando...
Nessa mesma aula foi colocado em pauta as questões das irregularidades envolvendo a INB (Indústrias Nucleares do Brasil) que vão desde uma unidade de extração de urânio a uma obra de ferrovia de integração Oeste-Leste, as obras citadas foram cercadas de aspectos negativos no que diz respeito ao EIA (Estudo de Impacto Ambiental) mas ainda assim continuaram a funcionar devido aos mais vastos interesses que as cercam, nesse contexto acredito que se aplica o "Princípio da Insignificância", que diz respeito a quando as pessoas (sejam elas empresários, latifundiários e etc) se aproveitam de lacunas na constituição e na justiça para se isentar de determinadas acusações e processos referentes aos seus atos de infração.
Indicação: The Corporation https://youtu.be/Zx0f_8FKMrY
Resumo básico...
A corporação é um documentário que se inicia definindo e explicando o que são corporações: uma corporação pode ser também definida como um grupo de indivíduos trabalhando em conjunto com o principal objetivo de obter grandes lucros para os proprietários.
O documentário mostra como as corporações burlaram até as normas judiciais em suas buscas exacerbadas pelos resultados lucrativos aproveitando-se de uma brecha em uma emenda constitucional para se livrar de possíveis barreiras que aparentemente paralisariam seus negócios.
Joel Bakan diz que se as corporações fossem uma pessoa, seria um indivíduo carregado de problemas psicológicos e características psicopatas, isso é real pois no documentário é dito que as corporações são um paradoxo, são instituições que criam grandes poderes mas causam enormes danos e isso condiz com a personalidade psicopata onde o indivíduo comete o ato amoral porém não sente nem demonstra arrependimento, é isso que a corporação faz, ao invés de mostrar remorso e reparar o dano que causou, eles encontram uma maneira de burlar a justiça.
Essas grandes empresas buscando lucros em um mundo capitalista e baseadas na defesa da liberdade individual danificam o meio ambiente, exploram a mão-de-obra o que é uma coisa em comum entre esse tipo de empresa, eles utilizam de uma mão-deobra barata disponível em países de pouca condição econômica e recebem lucros exorbitantes em cima disso, Nike por exemplo algumas fontes indicam que essa empresa não paga nem 10% do valor de um produto o qual eles comercializam por centenas de dólares, o empregado não recebe o que produz e isso gera uma manutenção de pobreza nos países pobres e manutenção de riqueza nos países ricos.
Ambientalmente falando temos provas suficientes das degradações promovidas, dos exageros em captação de recursos naturais, a empresa Shell é acusada de ser uma das empresas mais poluentes com suas emissões de gases e produção de lixo.
Outra coisa que contribui com os avanços dessas corporações são as manipulações de todas as formas de dar visibilidade e impor necessidades as quais não precisamos realmente, existe algo parecido com isso em um capítulo de um livro "Os problemas da estética" que diz que o sistema capitalista nos faz criar necessidades imaginárias e nos tornar assim consumidores desenfreados com a justificativa de não ficarmos para trás no que diz respeito aos avanços da atualidade.
A corporação faz um alerta sobre a necessidade de avisar as pessoas sobre as irregularidades e desacatos dessas empresas, essas instituições colaborativas impõem suas vontades sem se importar com os danos ao redor, é importante ao
menos saber que estamos lidando com psicopatas em potencial, é importante saber como nos proteger.
Fonte: Nathália F Silva.
Antropologia e Meio Ambiente.
Indicação de livro...
Entre os diversos temas discutidos vale a pena salientar o absurdo que cercou a construção da Usina de Belo Monte.
As tensões e discussões em torno da usina de Belo Monte começaram mais de 20 anos antes da construção. Em 2010, sob protestos de ambientalistas, processos e liminares judiciais que tentavam impedir a obra, o governo deu o passo definitivo para tirar do papel o projeto em debate há 35 anos.
Todos os dias, ônibus da usina de Belo Monte deixam dezenas de trabalhadores na rodoviária de Altamira. Há quatro anos, a situação era bem diferente. Estima-se que a região de Altamira, no oeste do Pará, tenha recebido quase cem mil pessoas, desde o começo das obras de Belo Monte. Com a parte de engenharia civil da obra quase no fim, pelo menos 22 mil trabalhadores já foram demitidos. Com a cidade vazia, quem vive de comércio e serviços sente os impactos dessas demissões.
Nesse primeiro encontro conversamos com o Antropólogo e Professor da UFSB (CSC) Spency Pimentel para debatermos e analisarmos sobre as questões de impactos socioambientais.
Na natureza existe uma harmonia nas relações entre os seres vivos entre si e entre os seres vivos e o meio ambiente, é o chamado Equilíbrio Ecológico, ao quebrar essa harmonia o homem provoca o que chamamos de Impacto Ambiental.
Podemos dizer que os impactos ambientais são uma espécie de "choque" que rompe o equilíbrio ecológico.
Continuando...
Nessa mesma aula foi colocado em pauta as questões das irregularidades envolvendo a INB (Indústrias Nucleares do Brasil) que vão desde uma unidade de extração de urânio a uma obra de ferrovia de integração Oeste-Leste, as obras citadas foram cercadas de aspectos negativos no que diz respeito ao EIA (Estudo de Impacto Ambiental) mas ainda assim continuaram a funcionar devido aos mais vastos interesses que as cercam, nesse contexto acredito que se aplica o "Princípio da Insignificância", que diz respeito a quando as pessoas (sejam elas empresários, latifundiários e etc) se aproveitam de lacunas na constituição e na justiça para se isentar de determinadas acusações e processos referentes aos seus atos de infração.
Indicação: The Corporation https://youtu.be/Zx0f_8FKMrY
Resumo básico...
A corporação é um documentário que se inicia definindo e explicando o que são corporações: uma corporação pode ser também definida como um grupo de indivíduos trabalhando em conjunto com o principal objetivo de obter grandes lucros para os proprietários.
O documentário mostra como as corporações burlaram até as normas judiciais em suas buscas exacerbadas pelos resultados lucrativos aproveitando-se de uma brecha em uma emenda constitucional para se livrar de possíveis barreiras que aparentemente paralisariam seus negócios.
Joel Bakan diz que se as corporações fossem uma pessoa, seria um indivíduo carregado de problemas psicológicos e características psicopatas, isso é real pois no documentário é dito que as corporações são um paradoxo, são instituições que criam grandes poderes mas causam enormes danos e isso condiz com a personalidade psicopata onde o indivíduo comete o ato amoral porém não sente nem demonstra arrependimento, é isso que a corporação faz, ao invés de mostrar remorso e reparar o dano que causou, eles encontram uma maneira de burlar a justiça.
Essas grandes empresas buscando lucros em um mundo capitalista e baseadas na defesa da liberdade individual danificam o meio ambiente, exploram a mão-de-obra o que é uma coisa em comum entre esse tipo de empresa, eles utilizam de uma mão-deobra barata disponível em países de pouca condição econômica e recebem lucros exorbitantes em cima disso, Nike por exemplo algumas fontes indicam que essa empresa não paga nem 10% do valor de um produto o qual eles comercializam por centenas de dólares, o empregado não recebe o que produz e isso gera uma manutenção de pobreza nos países pobres e manutenção de riqueza nos países ricos.
Ambientalmente falando temos provas suficientes das degradações promovidas, dos exageros em captação de recursos naturais, a empresa Shell é acusada de ser uma das empresas mais poluentes com suas emissões de gases e produção de lixo.
Outra coisa que contribui com os avanços dessas corporações são as manipulações de todas as formas de dar visibilidade e impor necessidades as quais não precisamos realmente, existe algo parecido com isso em um capítulo de um livro "Os problemas da estética" que diz que o sistema capitalista nos faz criar necessidades imaginárias e nos tornar assim consumidores desenfreados com a justificativa de não ficarmos para trás no que diz respeito aos avanços da atualidade.
A corporação faz um alerta sobre a necessidade de avisar as pessoas sobre as irregularidades e desacatos dessas empresas, essas instituições colaborativas impõem suas vontades sem se importar com os danos ao redor, é importante ao
menos saber que estamos lidando com psicopatas em potencial, é importante saber como nos proteger.
Fonte: Nathália F Silva.
Antropologia e Meio Ambiente.
Indicação de livro...
A preocupação central deste livro é a discussão das relações que conjugam a antropologia e a questão ambiental. Com especial enfoque cultural e social, o autor aborda as modificações causadas pela ação do homem no meio ambiente sob o aspecto da antropologia. Do passado remoto aos dias atuais, as crises ambientais ocasionadas pela interferência irresponsável de determinadas civilizações são cuidadosamente analisadas, de modo a contribuir para o encontro de novas soluções e práticas preventivas para o futuro próximo.
Entre os diversos temas discutidos vale a pena salientar o absurdo que cercou a construção da Usina de Belo Monte.
As tensões e discussões em torno da usina de Belo Monte começaram mais de 20 anos antes da construção. Em 2010, sob protestos de ambientalistas, processos e liminares judiciais que tentavam impedir a obra, o governo deu o passo definitivo para tirar do papel o projeto em debate há 35 anos.
Todos os dias, ônibus da usina de Belo Monte deixam dezenas de trabalhadores na rodoviária de Altamira. Há quatro anos, a situação era bem diferente. Estima-se que a região de Altamira, no oeste do Pará, tenha recebido quase cem mil pessoas, desde o começo das obras de Belo Monte. Com a parte de engenharia civil da obra quase no fim, pelo menos 22 mil trabalhadores já foram demitidos. Com a cidade vazia, quem vive de comércio e serviços sente os impactos dessas demissões.
A situação também é difícil para os ribeirinhos do rio Xingu. Quem vive da pesca, reclama da escassez de peixes na região da hidrelétrica. Para a bióloga Cristiane Carneiro, da Universidade Federal do Pará, as explosões das encostas durante a obra e a forte iluminação dos canteiros causaram a morte dos peixes. A interrupção do fluxo do rio também é outro motivo apontado por ela em um dossiê sobre a pesca no Xingu, elaborado pelo Instituto Socioambiental. “Nós identificamos aqui um índice de oxigênio dissolvido na água de 2.18ml/l. O ideal seria de 6ml/l para mais, então o oxigênio está muito baixo”, explica ela.
Os pescadores sentem os impactos da usina, mas não há compensação prevista para quem vive abaixo da barragem. A Norte Energia afirma que fará correções nas compensações ambientais, se novos laudos acusarem impactos na região. “Os estudos não identificavam a necessidade de trabalhar impactos nessa região, como os nossos monitoramentos identificaram que não ocorreram. Se precisar fazer correções, serão feitas”, garante José de Anchieta, diretor socioambiental da Norte Energia.
Estudos ambientais apontam que, com a barragem do rio Xingu, o nível do lençol freático vai subir, fazendo com que as fossas tenham contato com os poços artesianos das casas, contaminando a água que as pessoas ingerem.
As equipes da prefeitura de Altamira passam o dia fazendo reparos na rede de saneamento construída pela Norte Energia, mas a principal crítica é a de que as ligações da rede saneamento com as casas não foram construídas e, apesar da cidade conseguir fazer o tratamento da água, o abastecimento não alcança a toda a população.
Fonte: G1.
Indicação de livro...
O Rio Uruguai é um personagem importante da história regional. Antes de separar, uniu populações ribeirinhas do oeste catarinense ao noroeste do Rio Grande do Sul. Em suas águas deslizaram barcas transportando noivos, população que se deslocava a festas de um lado a outro do rio. No século XIX o comércio exterior, com registro ou registro a menos, foi exportado pelas piraguas, levando, bem acondicionados, a erva-mate e outros produtos perecíveis, para os portos argentinos. Décadas mais tarde escoou a madeira. Não deixou de fornecer o peixe, se não o de cada dia, mas aquele presente na mesa de muitos ribeirinhos.







Nathália: muito importante o registro de seus apontamentos e a indicação de leituras e vídeos para os seguidores. entretanto, deve-se explicitar as fontes (endereços dos sites ou blogs) das informações para que se conheça quem emitiu determinada opinião em primeira mão.
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